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Items tagged with: lágrimas
Tag was last used: Aug 8, 2008
 
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Posted By:  criscasty
Posted On:  Mar 4, 2008

  Respirando Amor em seu Corpo...

"Corpo que se aproxima do meu procurando abrigo E mesmo sem intimidade sabe que apenas quer sentir a vida pulsar por entre almas unidas abraçadas pela força de um amor que surgiu de repente, quando cada um era só desencanto cansado do amor sufocado da cidade, um amor que a terra faz...... [view]

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  Chitãozinho e Xororó querem relaxar os paulistanos - Terra Magazine

Submitted By:   criscasty
Author Name:  Raphael Prado
Published:  2008-08-08

Website:  http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3066097-EI6596,00.html
  Description:   São 7 horas da noite da quinta-feira, 7 de agosto. Três minutos mais. A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo registra, sob chuva, o pico de 208 km de carros parados pela cidade. Terra Magazine atrasa 1 hora para chegar até o Credicard Hall, zona sul da capital paulista. Não tem problema: a assessora de imprensa pede paciência porque eles, os entrevistados, também estão atrasados. Igualmente parados no trânsito, igualmente irritados com São Paulo, os irmãos de Astorga (PR) vão averiguar a montagem do espetáculo que, nesta sexta-feira, 8, e no sábado, 9, cantará a "Saudade de Minha Terra". Chitãozinho e Xororó, a dupla responsável pela revolução que converteu a música caipira, raiz, num fenômeno pop brasileiro, faz agora o caminho de volta ao campo via Marginal Pinheiros. No palco do Credicard Hall, seis coqueiros artificiais, dezenas de lampiões elétricos e um imenso telão ao fundo, explicitando mais uma vez o contraste entre o rústico e o moderno, o raiz e o hi-tech. Fãs à frente do palco aguardam para encontrar com os ídolos. "Sigo essa dupla há 22 anos", diz uma falante senhora. "Fiquei fã depois que eles foram na minha casa", conta outra. "Meu marido e o Chitão são carne e unha", arremata a colega de idolatria. Chegam as estrelas. Por trás do palco, saúdam os que esperam por eles, mas não interrompem o que já haviam começado: minuciosamente vêem cada detalhe do espaço que será deles em algumas horas. Olham por baixo, por cima, de lado. Vão ao fundo da casa de shows, querem ter "noção da dimensão". Sobem ao camarote, à platéia superior. Pedem para acender a luz, apagar a luz, girar a luz. De novo. E de novo. Cerca de 40 minutos de inspeção e os artistas finalmente começam a atender imprensa e fãs. Conversam com Terra Magazine no camarim de 3 ambientes, amplo mas simples como a própria dupla. Xororó já está a postos, simpático. Chitão demora um pouco mais. "Está na banheira, com sais de banho", brinca alguém da equipe. E logo ali está: a dupla que se orgulha do movimento que fez ao gravar o clássico No Rancho Fundo, de Lamartine Babo, com cabelos compridos e instrumentos eletrônicos misturados. Depois de mais de 30 milhões de discos vendidos e 2 CD's internacionais, agora eles pegam a contramão da estrada e voltam às origens. "Lá pro meu sertão eu quero voltar. Ver a madrugada quando a passarada, fazendo alvorada começa a cantar", diz a música que dá título ao show. Chitãozinho, ou, para os íntimos, Chitão - ou, para os mais íntimos, José Lima Sobrinho - explica a mensagem que querem passar com o espetáculo, cujos ingressos já estão esgotados, mas que ainda terá turnê pelo Espírito Santo, Minas Gerais, interior de São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Na noite dos 208 km de lentidão, aproveita: - Nós vamos falar exatamente disso. Levar de volta as pessoas, através do coração, do sentimento, pra sua terra natal, pra sua gente. E esquecer um pouco dessa coisa horrível que é o trânsito da cidade de São Paulo. Xororó, esse de apelido único e de nome Durval de Lima, pai do Durvalzinho e da Sandy, concorda com o irmão. Conta que continua morando em Campinas, a cerca de 90 km da metrópole, pelo conforto e tranqüilidade do interior - distância aliás que, multiplicada por dois, ainda não chega ao pico de trânsito daquela quinta-feira: - O mundo está uma loucura e São Paulo, infelizmente, cresceu mais do que devia. As pessoas saíram do interior, das suas residências, da sua vida tranqüila do sítio, da roça, pra vir pra São Paulo tentar uma vida melhor. (...) E realmente, quando chove em São Paulo, tem 180 km, 200 km de trânsito e ninguém merece. No repertório do show que conta com Rio de Lágrimas - "duvido que alguém não chore pela dor de uma saudade" -, Galopeeeeeeeeeira e 60 dias apaixonado - "viajando pra Mato Grosso, Aparecida do Taboado" -, está também o Rancho Fundo. E mais Fogão de lenha, a canção que fizeram para a mãe assim que perderam o pai. "Espera, minha mãe, estou voltando". Saudosismo e melancolia. "Saudade de minha terra" vai arrancar lágrimas, dizem os fãs que ainda esperam por eles, dos mais sensíveis à tentação de abandonar a cidade grande. Mas Xororó, que no palco tocará violão, viola caipira, banjo e guitarra, acompanhado de outros 8 músicos, sugere uma solução: - O bom do trânsito é que quando o cara liga o rádio e ouve uma música sertaneja ele consegue viajar e voltar pra sua terra. Acho que esse é um dos motivos principais que faz as pessoas gostarem tanto da música sertaneja. E se gostam, comparecerão. Faça chuva ou faça trânsito. Terra Magazine
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